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Leão XIV elogia história dos EUA de acolhimento de imigrantes no 250.º aniversário da independência
Leão XIV, o primeiro Papa norte-americano, disse que a palavra "América" se tornou sinónimo de liberdade em todo o mundo devido à forma como o país acolheu os imigrantes.
Na véspera do 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos, o Papa Leão XIV elogiou a história de acolhimento de imigrantes do país, exortando os norte-americanos para que vivam de acordo com os ideais apresentados na Declaração de Independência.
Num discurso proferido em direto do Vaticano para o Centro Nacional da Constituição, em Filadélfia, ao receber a Medalha da Liberdade, Leão XIV disse esperar que os ideais de "unidade, justiça e paz" defendidos pelos Pais Fundadores guiem os Estados Unidos na sua celebração do 250.º aniversário.
"Este aniversário histórico oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre os princípios fundadores da nação, na esperança de que a América se mantenha sempre fiel ao sonho que lhe conferiu o título de terra dos livres e lar dos corajosos", afirmou.
🚨 Pope Leo XIV quotes Declaration of Independence as he celebrates USA's 250th anniversary and accepts Liberty Medal award pic.twitter.com/EkuKof5Jog
— Catholic Arena (@CatholicArena) July 3, 2026
Leão XIV, o primeiro papa norte-americano, que classificou as políticas anti-imigração do presidente Donald Trump como “desumanas”, disse que a palavra "América" se tornou "sinónimo de liberdade" em todo o mundo devido à forma como o país acolheu os imigrantes.
O pontífice, natural de Chicago, exortou ainda os norte-americanos a encontrarem "pontos em comum" e a cultivarem a "unidade", sublinhando como "sucessivas vagas de imigrantes" "moldaram o futuro do país”.
"Espero que esta tradição continue a dar frutos num debate público caracterizado pela moderação, pelo respeito pelas opiniões alheias e por uma constante disponibilidade para encontrar pontos em comum de forma a promover a causa da paz e da reconciliação", disse.
"Para que uma nação floresça, é necessário que esteja verdadeiramente unida; unida não por objetivos ligados a empreendimentos momentâneos, mas por ideais que não se desvanecem com o passar do tempo", acrescentou.
Embora nunca tenha mencionado diretamente Donald Trump, este discurso é interpretado como uma crítica velada a certas posições do presidente norte-americano, a quem Leão XIV se opôs repetidamente nos últimos meses, criticando, nomeadamente, a severa repressão da imigração nos Estados Unidos e a guerra contra o Irão.
O momento mais tenso entre Trump e o Papa ocorreu em abril, quando o presidente norte-americano apelidou o sumo pontífice de “fraco” e "incompetente", ao que o chefe da Igreja Católica respondeu afirmando que não tinha "medo" da Administração Trump.
Defendendo a liberdade e a liberdade religiosa como princípios fundamentais que moldaram a identidade americana, Leão XIV também enfatizou a importância do "direito à vida", defendendo a proteção da vida humana "desde a conceção até à morte natural", uma formulação que reflete a oposição da Igreja Católica ao aborto e à eutanásia.
"A grandeza moral de uma nação manifesta-se, sobretudo, na sua capacidade de apoiar, proteger e valorizar a vida de todos, especialmente dos mais vulneráveis e daqueles cujo valor é posto em causa", afirmou.
O Papa manifestou a sua esperança de que o 250.º aniversário da Declaração da Independência seja uma oportunidade para um "compromisso solene renovado" com os ideais fundadores dos Estados Unidos.
c/agências